O Brasil criou 165,8 mil vagas de trabalho com carteira assinada em agosto, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado superou as expectativas do mercado e foi superior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.
Em entrevista ao CNN Money, o economista Antonio Ricciardi avaliou que os dados mais recentes do mercado de trabalho devem ser analisados não apenas como uma fotografia do mês de agosto, mas como parte de um filme que vem se desenvolvendo ao longo do ano.
Segundo ele, o resultado reforça a tese de uma desaceleração gradual e ordenada da economia.
Os dados da PNAD Contínua, também divulgados na mesma data, apontaram o segundo trimestre como um período de desaceleração mais acentuada do que o esperado, especialmente em relação aos rendimentos e à massa salarial.
“A gente teve um segundo trimestre mais fraco, principalmente com queda de rendimento e, portanto, da massa salarial”, afirmou Ricciardi.
No entanto, os dados de julho e agosto indicaram uma recuperação desses indicadores, sugerindo que a desaceleração mais intensa não teve continuidade no terceiro trimestre.
A taxa de desemprego permanece em 5,3%, praticamente estável desde o início do ano quando ajustada pelos efeitos sazonais. Ricciardi destacou, porém, que esse número deve ser interpretado com cautela.
