Quem nunca deixou de ir ao médico e deu um Google para ter um diagnóstico médico? Desde 2022, o mecanismo de busca tem sido substituído pelos chatbots de IA - como o ChatGPT, Gemini e Claude -, que tentam entregar um "diagnóstico" menos direto do que os resultados faziam anteriormente. O que não mudou, porém, foi o nervosismo que a prática traz aos “pacientes”.
Publicado na revista científica Journal of Counseling & Development, em 16 de setembro, um novo estudo revelou que jovens adultos que utilizam a IA generativa para fazer perguntas relacionadas à saúde têm maior probabilidade de apresentar resultados positivos para depressão e ansiedade.
Segundo o levantamento, a taxa de aumento em diagnósticos de ansiedade foi de 52% entre os jovens adultos; para quadros de depressão, o crescimento foi de 46%. Trata-se de uma das primeiras grandes pesquisas na área, contando com a análise de dados de quase 100 mil pessoas, coletados entre 2023 e 2024.
Em comunicado, Yusen Zhai, da Universidade da Flórida (Estados Unidos), disse que as descobertas o surpreenderam porque as preocupações com a IA na educação costumam se concentrar em como os alunos a utilizam para tarefas e produtividade. Agora, “estamos descobrindo que os jovens estão recorrendo à IA (...) quando se sentem preocupados ou vulneráveis, ou quando tentam entender seus sintomas de saúde”.
Desconfie!
Uso de IA para consultas de saúde está tornando jovens mais ansiosos, diz estudo
