Christa Gail Pike, condenada à pena de morte, poderá ser a primeira mulher do Tennessee, nos Estados Unidos (EUA), a ser executada, na próxima quarta-feira (30), em mais de 200 anos (1819). No Brasil, a última pessoa executada a receber sentença capital foi um escravizado, conhecido como negro Francisco, em 1876, há 150 anos.
Pike foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, ocorrido em Knoxville em 1995. A vítima tinha apenas 18 anos na época.
Entre 1835 e 1876, a lei de execução foi facilitada no Brasil imperial. Era utilizada para punir negros escravizados que matavam os ‘senhores’. Até essa data, para execução de alguém, seria necessária a unanimidade do júri. Após a alteração, a manobra para facilitar a pena de morte exigia apenas dois terços dos jurados.
Em 1890, o Brasil, que havia se transformado em uma República, aboliu a pena de morte. Ainda há possibilidade de o Estado matar alguém de forma oficial, mas apenas em situações de guerra, de acordo com o Código Penal Militar.
A morte em território nacional aconteceu na cidade de Pilar, região do atual estado de Alagoas. O homem escravizado foi enforcado por matar a pauladas e punhaladas homens respeitados da região. Segundo registros históricos, pelo menos duas mil pessoas fizeram questão de assistir ao assassinato ao vivo. Francisco tentou recorrer ao imperador dom Pedro II, mas o líder recusou e não perdoou.
Peço perdão a todos, e a todos perdoo.
