O subsecretário de Monitoramento e Fiscalização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, Carlos Renato Xavier de Resende, disse, nesta 3ª feira (29.set.2026), que as instituições financeiras descumprem a obrigação de encerrar contas usadas para transações de apostas ilegais. Segundo ele, os bancos conseguem identificar os padrões suspeitos, mas não bloqueiam os valores nem comunicam os órgãos do Estado.
A declaração foi dada a jornalistas em Brasília. O evento contou com a participação do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, e de representantes do MJ-SP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e da Secretaria de Políticas Digitais da Presidência da República. A força-tarefa chamará representantes do setor financeiro para prestar esclarecimentos sobre a continuidade da circulação desses recursos.
Segundo o governo, a estratégia de combate passou por uma alteração. Até setembro de 2026, a atuação focava no bloqueio individual de sites, procedimento que se mostrou ineficiente porque os operadores criavam novos endereços na internet em seguida. A nova orientação foca na “asfixia financeira” de grupos irregulares.
“A mesma ‘padaria ABC’ […] que permite receber valores da Betlegal é a mesma empresa que recebe valores do tráfico de drogas, do golpe do INSS, do golpe do advogado”, afirmou Resende ao dizer que é possível identificar a origem do dinheiro que circula em cada instituição.
