O advogado de Lindsay Clancy, mãe americana acusada de assassinar os três filhos, pediu a um juiz, nesta terça-feira (29), que sua cliente seja absolvida, depois que o júri não chegou a um veredito.
Clancy, de 36 anos, não negou durante o julgamento ter estrangulado Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses. Ela sustentou, porém, que sofria de psicose pós-parto, condição que, segundo a defesa, a isentaria de responsabilidade penal.
“Onde estão as provas de que ela fez isso?”, perguntou Kevin Reddington, advogado de Clancy, em um tribunal de Massachusetts, durante uma audiência para determinar se haverá um novo julgamento.
Reddington pôs em dúvida as próprias declarações de Clancy de que matou os filhos, em uma possível mudança significativa em relação à linha de defesa baseada em sua saúde mental.
Um júri formado por nove mulheres e três homens não conseguiu chegar a uma decisão unânime em 4 de setembro, como exige a lei americana nos processos penais, o que levou à anulação do julgamento.
Agora, Reddington pede que o juiz declare Clancy inocente, o que encerraria o caso após um julgamento de grande repercussão. “Todo este caso se baseia em conjecturas”, disse.
A promotora Jennifer Sprague rejeitou a alegação de falta de provas, classificando-a como um “argumento ridículo”.
