A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) notificou o Mercado Livre nesta 2ª feira (28.set.2026) e determinou que a empresa suspenda a hospedagem, a divulgação e a facilitação da venda de medicamentos em sua plataforma. A decisão vem 3 dias depois do Mercado Livre anunciar a expansão de sua operação farmacêutica, que passou a incluir remédios de venda sob prescrição.
A agência exigiu que a empresa apresente documentos e esclarecimentos em até 3 dias úteis a partir do recebimento da notificação. O prazo se encerra em 1º de outubro. O descumprimento pode resultar na abertura de um processo administrativo sanitário. As informações foram publicadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pelo Poder360.
A Anvisa quer saber qual empresa é responsável pela farmácia própria do Mercado Livre, onde ela opera, se possui autorização da agência e alvará sanitário, e quem é o farmacêutico responsável. Também pede detalhes sobre o processo de conferência de receitas e sobre as condições de armazenamento e transporte dos medicamentos.
Na notificação, a Anvisa lista ainda as exigências normalmente aplicadas a farmácias e drogarias: responsabilidade técnica, cumprimento das regras de armazenamento e registro de farmacêutico responsável, entre outros requisitos.
Em nota enviada ao Poder360, a agência ressalta que, até o momento, “não há previsão normativa que autorize a intermediação de marketplaces para finalidade de comercializar medicamentos”.
