A Guarda Revolucionária do Irã divulgou uma carta dirigida ao eleitorado norte-americano, pedindo que os eleitores rejeitem as políticas do presidente americano, Donald Trump, e aceitem uma proposta de coexistência pacífica. A analista de Internacional da CNN Fernanda Magnotta comenta o tema ao CNN 360°.
O apelo foi feito pouco mais de um mês antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e um porta-voz da organização chamou Trump de “grande mentiroso”, acusando-o de ocultar informações sobre o programa nuclear iraniano e sobre a eficácia do bloqueio ao abastecimento de energia proveniente do Golfo.
Fernanda Magnotta avaliou os principais pontos da mensagem iraniana. Segundo ela, a carta, que tem 25 páginas, não se destina à Casa Branca, mas diretamente à população americana.
“O objetivo dessa carta não é falar com a Casa Branca, é falar com o eleitorado americano às vésperas do pleito de meio de mandato“, afirmou Magnotta.
Disputa pela narrativa da guerra
De acordo com Magnotta, o documento iraniano tenta desmontar dois argumentos centrais do governo Trump. O primeiro é a afirmação de que a guerra estaria neutralizando a ameaça iraniana. O segundo é a ideia de que os Estados Unidos estariam recuperando o controle sobre o Estreito de Ormuz.
“Basicamente, o que o Irã está tentando fazer nesse conteúdo dessa carta é atingir, golpear de morte, dois argumentos centrais do governo Trump”, explicou a analista.
