O dólar à vista encerrou esta terça-feira (29) em baixa de 0,18%, cotado a R$ 5,2170, após alternar sinais ao longo da sessão. O movimento ganhou força nas últimas horas do pregão, em sintonia com a desaceleração da alta da moeda norte-americana no exterior e com a perda de fôlego dos retornos dos Treasuries de longo prazo, após declarações mais amenas de um dirigente do Federal Reserve (Fed).
Durante a manhã, o dólar chegou a romper o piso de R$ 5,20, com mínima de R$ 5,1975, em um momento de valorização da maioria das divisas emergentes. No início da tarde, porém, a moeda voltou ao campo positivo e atingiu máxima de R$ 5,2416, acompanhando o fortalecimento do dólar no exterior.
Na reta final dos negócios, houve alívio. Mesmo com o recuo do dia, a moeda norte-americana acumula alta de 0,71% em setembro, depois de ter avançado 2,16% em agosto.
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Segundo o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, além do cenário eleitoral, o mercado também passou por movimentos técnicos típicos de fim de mês, como a rolagem de contratos no segmento futuro e a preparação para a última formação da taxa Ptax de setembro, marcada para quarta-feira.
Galhardo afirmou que o mercado tenta se descolar da tendência do dólar no exterior, mas com cautela maior diante da eleição presidencial.
