O “índice do medo” que mede a expectativa de volatilidade do mercado brasileiro bateu recorde de alta pelo segundo dia seguido nesta terça-feira (29), em meio ao cenário conturbado de projeções com eleições e incertezas geopolíticas.
O S&P/B3 Ibovespa VIX encerrou a sessão aos 32,06 pontos, avanço de 0,7,% ante a véspera, quando atingiu máxima histórica ao fechar aos 31,84 pontos.
Também é a primeira vez que o indicador encerra acima dos 32 pontos desde a sua criação, em março de 2024.
O aumento das expectativas de volatilidade do mercado doméstico ocorre a menos de uma semana das eleições gerais, com pesquisas mostrando maior competitividade entre os dois principais candidatos, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Além da disputa política, o mercado é permeado pelas incertezas no cenário internacional, sobretudo com os rumos do conflito no Oriente Médio e a extensão dos danos causados pelo aumento da inflação com a disparada dos preços do petróleo.
A falta de clareza para uma resolução dos combates entre forças lideradas pelos EUA contra o Irã e seus aliados voltou a pesar nos mercados globais nesta sessão, com praças na Ásia e na Europa fechando majoritariamente no vermelho.
O mesmo caminho é observado em Wall Street, a poucos minutos para o fechamento oficial da sessão.
O Ibovespa foi no caminho contrário nesta sessão, fechando no campo positivo após oscilar ao longo da sessão.
