Por muito tempo o Brasil foi um lugar em que comprar um carro diferente era quase impossível. Com as importações proibidas e o mercado dominado por poucos modelos, pequenas fábricas e projetistas aproveitaram a brecha: pegavam uma base mecânica barata, confiável e fácil de consertar, quase sempre da Volkswagen, e a vestiam com carrocerias de fibra de vidro de visual ousado.
O resultado foi uma safra de carros que pareciam saídos de outro mundo, mas que, por baixo da pele, eram parentes do Fusca, da Brasília, do Passat e do Gol.
A lista abaixo reúne nove desses carros brasileiros e um breve resumo de suas histórias. Alguns modelos mais famosos, como o Puma GT e o Miura Sport, e outros bem menos lembrados, como o Bianco S e o Adamo GT.
O Lobini H1 foi um cupê artesanal feito em Cotia (SP), idealizado pelo empresário José Orlando Lobo e pelo engenheiro Fábio Birolini, da Chamonix, com inspiração em roadsters compactos europeus, como o Lotus Elise. O protótipo apareceu no Salão de São Paulo de 2002, a produção começou em 2005 e terminou em 2012, com cerca de 70 unidades feitas. Seu detalhe mais marcante eram as portas tipo tesoura, de acionamento elétrico.
O motor era o 1.8 turbo de 20 válvulas do Golf GTI, com 180 cv, instalado na posição central-traseira e ligado às rodas de trás por um câmbio manual de cinco marchas.
