O conselheiro do Instituto Aço Brasil e CEO da Aperam South America, Rodrigo Villela, afirmou nesta 3ª feira (29.set.2026) que o custo Brasil é o principal obstáculo à competitividade da siderurgia nacional.
Em entrevista ao Poder360 durante o Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo, Rodrigo Villela citou como gargalos a infraestrutura deficiente, o preço do gás natural, a questão tributária, a guerra fiscal e a insegurança jurídica.
Segundo Villela, a siderurgia brasileira tem capacidade técnica e produtiva para crescer, mas opera abaixo do potencial. A utilização da capacidade instalada está em aproximadamente 65%, ante 80% considerados ideais. O executivo também afirmou que o consumo brasileiro de aço é de cerca de 120 kg por habitante ao ano, abaixo da média mundial de 220 kg.
Villela também defendeu medidas contra o que chama de importação desleal. Segundo ele, aproximadamente 1 em cada 3 quilos de aço consumidos no Brasil é importado, considerando o aço diretamente importado e aquele presente em produtos finais que entram no país. Para o executivo, a indústria não precisa de subsídios, mas de condições para competir em igualdade com produtos estrangeiros.
O executivo afirmou que a retomada do crescimento econômico pode ampliar a demanda por aço. Segundo cálculos da Aperam, cada 1% de crescimento do Produto Interno Bruto eleva o consumo de aço entre 2% e 2,5% no médio e longo prazo.
