A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta uma preocupação central para o segundo turno: como sustentar, por mais quatro semanas, o mesmo nível de mobilização política que impulsionou a candidatura ao longo do primeiro turno. A apuração é da âncora da CNN Tainá Falcão.
O receio, segundo fontes ligadas ao candidato, vai além da simples abstenção de eleitores, ele envolve a capacidade de manter toda a engrenagem política da campanha funcionando com força.
O temor está diretamente relacionado à dinâmica eleitoral que se transforma após o primeiro turno.
Candidatos a deputados, senadores e governadores que hoje mobilizam cabos eleitorais, distribuem recursos do fundo partidário e ajudam a puxar a campanha presidencial deixarão de disputar suas próprias vagas. Com isso, parte significativa dessa estrutura tende a ser desmontada.
O risco do “amortecimento” após o primeiro turno
No entorno de Flávio Bolsonaro, há a preocupação com o que chamam de “amortecimento” da campanha. Deputados e senadores que já estiverem eleitos ou derrotados pelas urnas estarão fora de suas disputas locais e, portanto, tendem a estar menos motivados a atrair votos para o candidato à presidência.
“O receio está justamente nisso, de haver mais dificuldade para manter essas pessoas engajadas localmente com a mesma força da disputa no primeiro turno”, destacou Tainá.
