Como transmitir os resultados das eleições em regiões onde não existe acesso convencional à internet? Para enfrentar esse desafio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai contar com até 1.113 de terminais da Starlink, distribuídos por 13 estados brasileiros durante as eleições de 2026.
A iniciativa utilizará a infraestrutura de satélites da empresa de Elon Musk para levar conectividade a locais de votação remotos. A operação ficará sob responsabilidade da Hughes do Brasil, contratada pela Justiça Eleitoral para fornecer os equipamentos e a estrutura necessária para a transmissão dos dados.
Os kits incluem antenas de comunicação via satélite e baterias de alta capacidade, o que permitirá que as equipes trabalhem mesmo em regiões com infraestrutura limitada.
"A utilização de meios de transmissão via satélite em regiões de difícil acesso visa estritamente à eficiência logística e operacional, garantindo que o voto de cidadãos em áreas isoladas seja computado com a mesma segurança, rapidez e transparência que em todo o restante do país", destaca o TSE.
Quais estados vão receber as antenas da Starlink?
Amazonas e Pará terão a maior quantidade de equipamentos, com 350 terminais cada. Juntos, os dois estados concentrarão aproximadamente 63% de todos os dispositivos previstos para a operação.
