Em um novo capítulo de sua “queda de braço” com a Uefa, a Fifa acusou a confederação europeia nesta terça-feira de orquestrar uma “campanha de desinformação” contra seu presidente, Gianni Infantino, enquanto o chefe da entidade continental, Aleksander Ceferin, lembrou que “o futebol não precisa de imperadores”.
Em uma carta de 26 páginas enviada a um tribunal da Flórida, a Fifa pediu à Justiça dos Estados Unidos que rejeite a solicitação da Uefa de ter acesso a documentos relacionados ao projeto de Infantino, já abandonado, de vender participações da Copa do Mundo a investidores privados.
Para a Fifa, essa demanda da Uefa tem como objetivo “influenciar” o processo das eleições à presidência da entidade máxima do futebol, previstas para 18 de março de 2027.
Por enquanto, Infantino é o único candidato confirmado, embora sua liderança seja fortemente questionada pelas federações europeias.
“A Uefa atua com o objetivo de perseguir, e não por uma necessidade legítima de obter medidas de instrução”, acusa a Fifa, que critica o órgão europeu por agir “de má-fé”.
No final de agosto, a Uefa abriu caminho para apresentar uma denúncia por “gestão desleal” contra Infantino.
Contexto eleitoral
Para isso, a confederação recorreu à Justiça da Flórida para obrigar as filiais norte-americanas da Fifa a lhe entregarem documentos relacionados a esse projeto, que acabou sendo abandonado diante das críticas.
