Os contratos futuros de cacau registraram forte queda nesta terça-feira (29), pressionados pela valorização do dólar e por sinais de aumento da oferta na Costa do Marfim. Na Bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro recuou 3,24% e encerrou a sessão negociado a US$ 5.408 por tonelada.
Segundo o Barchart, a alta do índice do dólar, que alcançou o maior nível em dois meses, favoreceu a liquidação de posições compradas nos contratos futuros de cacau. O movimento amplia a pressão sobre os preços, que já vinham recuando desde segunda-feira diante das indicações de oferta mais abundante no principal produtor mundial da commodity.
Dados do governo da Costa do Marfim mostram que os produtores enviaram 2,18 milhões de toneladas de cacau aos portos durante o atual ano comercial internacional, iniciado em 1º de outubro de 2025 e encerrado em 27 de setembro de 2026. O volume representa alta de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O aumento dos estoques também pesa sobre as cotações. Na segunda-feira, os estoques de cacau monitorados pela ICE alcançaram 3.452.949 sacas, o maior nível em dois anos e três meses, segundo o Barchart.
Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do café com vencimento em dezembro avançou 0,24% e fechou cotado a US$ 2,89 por libra-peso.
Segundo o Barchart, os preços do café recuam nesta terça-feira, pressionados pela desvalorização do real brasileiro.
