A alta do preço do diesel está no radar dos investidores, diante do aprofundamento dos impactos sobre a inflação global.
Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, explica que a movimentação dos títulos públicos americanos também está relacionada às preocupações com o petróleo e com a inflação nos EUA, que permanece resistente.
“O diesel merece atenção pelo papel que desempenha na economia mundial. Ele é a artéria do mundo, tudo passa pelo diesel”, afirma.
Além disso, recentemente o governo norte-americano citou a possibilidade de reduzir as exportações de diesel.
Pascowitch avalia que “uma eventual restrição poderia pressionar ainda mais os preços do combustível, justamente em um momento em que a inflação americana continua sendo acompanhada de perto pelo mercado”.
Por conta disso, Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos pondera que essa proibição de Trump teria como objetivo aumentar a oferta de combustível no mercado interno americano.
“Porém, são aquelas soluções paliativas que não resolvem o problema de longo prazo. A alta do petróleo e as tensões relacionadas ao Estreito de Ormuz também mostram como choques na oferta podem se espalhar pela economia”, ressalta Fontes.
Por que os preços do diesel dispararam?
