A reunião entre Donald Trump e Xi Jinping não resultou em novos volumes de compra de soja dos Estados Unidos nem em mudanças nas condições comerciais para o produto americano. Com isso, permanece em aberto a disputa entre Brasil e Estados Unidos pela demanda chinesa nos próximos meses.
Atualmente, a China já contratou cerca de 43,37 milhões de toneladas de soja, o equivalente a 39,4% de uma necessidade estimada em 111 milhões de toneladas para a temporada. O volume contratado é superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando a cobertura estava em 31,3%.
Entre as principais origens, o Brasil aparece com aproximadamente 28 milhões de toneladas contratadas pela China, enquanto os Estados Unidos somam 13,73 milhões de toneladas. Argentina e Uruguai respondem por cerca de 1,65 milhão de toneladas.
No caso dos Estados Unidos, aproximadamente 55% do compromisso anual de 25 milhões de toneladas já foi contratado. Restam, portanto, cerca de 11,3 milhões de toneladas para completar o volume previsto. Até o momento, não houve anúncio de ampliação desse compromisso após o encontro entre os líderes americano e chinês.
Segundo Isabella Pliego, analista de Inteligência e Estratégia da Biond Agro, o ritmo das próximas compras chinesas será fundamental para determinar como a demanda será distribuída entre as duas principais origens.
