O PL voltou a criticar internamente a forma como a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) lida com crises, desta vez em razão da repercussão negativa gerada pela fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida e pelo subsequente acusação relacionada à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Segundo apuração da analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, ao Bastidores CNN, há quase unanimidade dentro do partido em relação às críticas sobre a gestão das crises pela campanha.
De acordo com a analista, o episódio se soma a outros momentos de tensão interna no PL. “Já lá atrás, quando vazou aquele áudio do escândalo do ‘Dark Horse’, em que Vorcaro e Flávio Bolsonaro conversavam, houve as primeiras críticas”, relatou. À época, a situação chegou a provocar mudanças no marketing e na coordenação de campanha.
Reação da campanha e tentativa de contenção de danos
Diante da repercussão negativa, Flávio Bolsonaro adotou medidas para tentar reverter o desgaste junto ao eleitorado católico. Ele realizou uma live, participou de um podcast voltado ao público católico.
Internamente, no entanto, houve divisão: parte da coordenação de campanha defendia que Flávio deveria continuar com os ataques à CNBB como estratégia para se aproximar do eleitorado evangélico. O resultado, porém, foi avaliado como negativo.
Impacto eleitoral e temor no partido
Dentro do PL, cresce o temor de que o episódio comprometa o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
