Os preços dos alimentos tiveram movimentos distintos em agosto, com quedas relevantes em produtos de origem vegetal e de proteína animal, mas também pressão sobre itens como frango, arroz e farinha de mandioca. Os dados são de levantamento da Neogrid, que acompanha os preços médios praticados na cadeia de abastecimento.
Entre os principais recuos do mês, os legumes tiveram queda de 16,9% no preço médio, enquanto a carne suína caiu 6,2% e os ovos, 3,3%. Feijão e café também ficaram mais baratos, com reduções de 3% e 1,2%, respectivamente.
Do campo à gôndola: por que o preço dos alimentos muda tanto
Na outra ponta, a farinha de mandioca teve alta de 5,7% em agosto. O frango subiu 2,9%, o arroz avançou 2,5% e o molho de tomate e o pão ficaram 2% e 1,8% mais caros.
O comportamento desigual entre os produtos reflete, em parte, as condições específicas de oferta de cada cadeia. Produtos hortícolas, por exemplo, são mais sensíveis à sazonalidade e às condições de produção e colheita, enquanto carnes, leite, grãos e derivados respondem a ciclos produtivos, custos de alimentação animal, disponibilidade de matéria-prima e condições de mercado.
Feijão e leite concentram maiores altas no ano
Apesar da queda registrada em agosto, o feijão acumula a maior valorização entre os alimentos analisados pela Neogrid desde dezembro de 2025. O preço médio passou de R$ 6,36 para R$ 8,33 por quilo, uma alta de 30,9%.
O movimento ocorre em um mercado fortemente condicionado pela oferta.
