A China informou nesta terça-feira (29) que as importações de carne bovina do Brasil sujeitas às medidas de salvaguarda atingiram 100% da cota estabelecida para o país em 2026. Com o esgotamento do limite, o volume que exceder a quantidade prevista ficará sujeito a uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota de importação atualmente aplicada.
A medida segue as regras estabelecidas pelo Ministério do Comércio da China no Comunicado nº 87 de 2025. Pelo mecanismo, a sobretaxa começa a ser aplicada a partir do terceiro dia seguinte, inclusive, à data em que o volume de importações atinge 100% da cota. Como o limite foi alcançado em 29 de setembro, a cobrança adicional passa a valer a partir de 2 de outubro.
A cota anual do Brasil foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas. A sobretaxa de 55% incide sobre o volume que ultrapassar a cota, e não sobre todo o comércio de carne bovina entre Brasil e China.
Segundo a Safras & Mercado, a China demorou a oficializar o preenchimento da cota brasileira, apesar de os dados mensais de importação já indicarem um volume superior ao limite de 1,106 milhão de toneladas. A diferença evidencia que existem critérios específicos para o cálculo utilizado no acionamento da salvaguarda, que não necessariamente coincidem com os dados estatísticos gerais de importação.
“O desencontro entre os números também prolongou a incerteza para exportadores, frigoríficos e importadores ao longo de setembro.
