Sono inadequado, estresse crônico e o consumo excessivo de sódio e ultraprocessados estão entre os hábitos mais subestimados pela população e que podem prejudicar a saúde cardíaca de forma silenciosa.
Um estudo, publicado na revista Plos One em 2024, analisou um grupo de pessoas na Coreia e mostrou que o excesso de sal atinge 95,6% das pessoas em alto risco cardiovascular aterosclerótico, seguido pela privação de sono (49,9%) e pelo sedentarismo (43,8%).
À CNN Brasil, Fernando Rangel, cardiologista do Pró-Cardíaco, da Rede Américas, explicou que esses hábitos podem não dar sinais evidentes no curto prazo, mas que a combinação de noites mal dormidas, ansiedade contínua e má alimentação deteriora os vasos sanguíneos e eleva drasticamente os riscos de infarto, AVC e hipertensão.
De acordo com o médico, o sono inadequado é um dos hábitos mais prejudiciais e subestimados.
A relação entre as horas dormidas e a saúde do coração funciona em dois extremos: dormir pouco (menos de 6 a 7 horas) ou demais (mais de 9 horas) eleva os riscos de hipertensão, infarto, insuficiência cardíaca e AVC.
“Mecanisticamente, a privação de sono deteriora a estrutura e função vascular, mesmo uma única noite sem dormir já se associa a aumento da rigidez arterial”, explica o especialista.
