O Tribunal Superior do Trabalho julga nesta 3ª feira (29.set.2026), às 14h30, o dissídio coletivo da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Os trabalhadores estão em greve desde 10 de setembro.
O dissídio foi ajuizado pela Caixa depois de as negociações com os funcionários não chegarem a um acordo. O instrumento é usado quando não há consenso entre as partes e uma delas pede a intervenção da Justiça do Trabalho.
Os trabalhadores são representados pela Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro) e pela Contec (Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito). O acordo coletivo da categoria expirou em 31 de agosto.
Segundo a Caixa, um dos principais pontos de impasse é o novo modelo de custeio do Saúde Caixa, plano de assistência à saúde dos funcionários do banco.
No sábado (26.set), os trabalhadores apresentaram contestação ao TST. Afirmaram que a greve é legítima e não pode ser considerada abusiva e que o impasse nas negociações não pode ser atribuído aos funcionários.
Também disseram que questões relacionadas ao futuro do Saúde Caixa não devem ser definidas unilateralmente pelo banco.
Segundo os trabalhadores, foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o MPT (Ministério Público do Trabalho), assembleias em todo o país e comunicação prévia da paralisação.
