Uma notícia falsa sobre Nossa Senhora Aparecida acabou no centro de um novo embate entre ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). O caso começou com uma publicação sobre Flávio Bolsonaro (PL) e evoluiu para decisões de André Mendonça, Flávio Dino e Luiz Fux que, em sequência, derrubaram ou restabeleceram as ordens uns dos outros.
Na semana passada, passou a circular nas redes sociais a especulação de que Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A informação foi associada a uma declaração feita pelo candidato em agosto, quando afirmou: “Quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. Flávio negou que tivesse qualquer plano de retirar o título da santa.
Na sexta-feira (25), André Mendonça, na condição de ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), determinou a retirada das publicações que relacionavam Flávio ou sua família à essa suposta intenção. A decisão classificou a informação como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção de mais de mil links, com multa de R$ 50 mil em caso de descumprimento.
Entre os conteúdos removidos estava uma publicação do humorista Antonio Tabet, que trazia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da frase: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.
Após ter a publicação removida, Tabet recorreu ao STF.
