Videogames podem falar sobre saúde mental sem necessariamente transformar o assunto em uma explicação clínica. Em alguns casos, sentimentos como ansiedade, culpa, solidão e luto aparecem na narrativa; em outros, são incorporados às próprias mecânicas, fazendo o jogador experimentar parte dos conflitos enfrentados pelos personagens.
De Life is Strange a Hellblade: Senua’s Sacrifice, selecionamos sete jogos que abordam o tema de formas bastante diferentes. Vale destacar que eles são obras de ficção, não representações médicas ou ferramentas de diagnóstico, e alguns incluem temas sensíveis, como suicídio, automutilação, abuso e violência.
Life is Strange
Life is Strange coloca saúde mental dentro das relações entre seus personagens. A história de Max Caulfield e Chloe Price passa por temas como luto, depressão, isolamento, bullying, abuso e suicídio, mostrando principalmente como problemas emocionais podem permanecer escondidos mesmo entre pessoas que convivem diariamente. Um dos momentos mais marcantes envolve Kate Marsh, vítima de bullying e assédio virtual, cuja situação obriga Max, e o jogador, a perceber sinais que poderiam ter passado despercebidos. Mais do que oferecer respostas simples, o jogo trabalha bastante a importância de ouvir e prestar atenção nas pessoas ao redor.
Celeste
Subir uma montanha em Celeste funciona tanto como objetivo literal quanto como metáfora para a batalha interna de Madeline.
