A carga tributária no Brasil é um “autotarifaço” que o país impõe a si mesmo, disse nesta 3ª feira (29.set.2026) o economista e cientista político, durante a Conferência Magna do Congresso Aço Brasil 2026, em São Paulo.
Ao apresentar análise do cenário internacional a representantes da cadeia do aço, defendeu que a burocracia e a tributação elevada que o próprio governo brasileiro impõe à sua economia são barreiras que prejudicam a competitividade do país em um contexto de reorganização do comércio internacional.
Segundo o economista, mesmo com a reforma da Previdência e a Reforma Tributária, que entra em vigor em 2027, a carga de tributos do Brasil em relação ao PIB (Produto Interno Bruto) é de 33%, bem acima de outros países emergentes e que exercem papéis semelhantes na economia mundial, como Índia (18%) e México (19%).
“O peso relativo das regulações impostas no Brasil funciona como uma espécie de autotarifaço que o país impõe a si mesmo. E esse autotarifaço está ficando mais pesado no contexto de que outros atores estão jogando carga ao mar para ficarem mais ágeis para competir nessa economia pautada por geopolítica”, disse Troyjo.
Para o economista, os EUA são um dos países que estão “jogando a carga no mar”.
