O ICS (Índice de Confiança de Serviços) do Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) da FGV (Fundação Getulio Vargas) recuou 0,9 ponto na passagem de agosto para setembro, na série com ajuste sazonal, para 88,1 pontos.
Na média móvel trimestral, o índice volta a estar em tendência descendente, com queda de 0,9 ponto, para 88,3 pontos.
“A confiança de serviços voltou a cair em setembro, puxada pela piora das expectativas, enquanto a percepção sobre a situação atual melhorou pelo segundo mês seguido. A queda das expectativas foi disseminada entre todos os segmentos e nos seus dois componentes, a tendência dos negócios no médio prazo e a demanda prevista no curto prazo, sinalizando maior cautela por parte dos empresários do setor“, avalia Carlos André Vieira, economista do FGV IBRE.
“No cenário interno, o mercado de trabalho, embora ainda resiliente, dá sinais de arrefecimento, e o crédito às empresas se torna mais curto e caro, aumentando a vulnerabilidade do setor em um ambiente de juros reais restritivos.”
Para o economista, a melhora recente da situação atual tende a perder fôlego, “enquanto a trajetória mais fraca das expectativas aponta para uma desaceleração do desempenho do setor no encerramento do ano.”
A queda do ICS foi resultado das variações contrárias dos seus componentes.
