Apenas 13 dos 62 planos de governo de candidatos competitivos aos governos estaduais analisados pelo Instituto Trata Brasil foram classificados como abrangentes na área de saneamento.
O levantamento avaliou os documentos a partir de quatro eixos: planejamento e regionalização para a universalização; investimentos e superação de gargalos; governança e regulação; e metas tangíveis para o mandato.
Outros 44 planos, ou 71% do total, foram classificados como transversais, por abordarem dois ou três desses eixos. Cinco, ou 8%, foram considerados superficiais, com propostas concentradas em apenas um deles.
Embora o saneamento básico apareça, de alguma forma, em todos os planos avaliados, há diferenças na frequência com que os temas são tratados.
A universalização é o assunto mais recorrente, presente em 54 dos 62 documentos, o equivalente a 87%. O número contrasta com a presença de metas tangíveis para o mandato, identificadas em apenas 16 planos, ou 26%.
Entre os demais temas analisados, drenagem aparece em 76% dos planos, saneamento rural em 66% e instrumentos para viabilizar investimentos em 58%.
Já a regionalização do saneamento é citada por 45% dos documentos, enquanto medidas voltadas à população vulnerável aparecem em 35% e regulação, em 32%.
