O McDonald’s está utilizando cada vez mais inteligência artificial para orientar os preços do cardápio nos Estados Unidos e em alguns mercados globais, um plano que visa aumentar o lucro da matriz, mas que corre o risco de alienar clientes e atrair investigações antitruste.
Um fator de precificação potencializado pela IA: uma estimativa de quanto os clientes de cada loja estão dispostos a pagar.
Os detalhes de como funciona esse sistema de precificação, seu amplo uso de IA, as preocupações regulatórias da empresa e as tensões com seus franqueados não foram divulgados anteriormente.
Para esta reportagem, a Reuters analisou capturas de tela do mecanismo de precificação da empresa feitas em agosto e entrevistou nove fontes com conhecimento direto da estratégia da rede de hamburguerias.
O sistema de precificação do McDonald’s utiliza algoritmos de aprendizado de máquina para analisar continuamente dados de milhões de transações diárias em seus quase 14.000 restaurantes e gerar o que a empresa chama de “preço ideal” em cada local para cada item do cardápio, desde Big Macs até café com desconto para idosos.
O sistema ampliou as diferenças de preço já existentes para o mesmo produto entre restaurantes, inclusive de bairro para bairro dentro da mesma região, disseram três franqueados à Reuters.
