Romeu Zema decidiu manter a candidatura à Presidência da República até o fim primeiro turno, apesar da pressão de lideranças do Novo e do Partido Liberal (PL) por uma aliança imediata com Flávio Bolsonaro.
O ex-governador mineiro conversará com a alta cúpula do Novo ainda nesta terça-feira, 29, para comunicar a decisão. Zema e o candidato a vice-presidente na chapa, senador Eduardo Girão, devem argumentar que a permanência na disputa até 4 de outubro é a atitude mais correta com os eleitores que escolheram a candidatura do partido
Encerrado o primeiro turno, o plano é outro. Zema pretende declarar apoio a Flávio já no dia seguinte à votação e se colocar à disposição para participar da campanha do Zero Um. A estratégia é similar à adotada em 2022. Naquele ano, depois de ser reeleito governador no primeiro turno, Zema declarou apoio a Jair Bolsonaro na disputa contra Lula e participou da campanha do então presidente em Minas Gerais.
Lideranças do Novo preferem aliança com Flávio
Entre lideranças do Novo e candidatos do partido à Câmara e ao Senado, há quem defenda uma estratégia diferente. A maioria avalia que uma aliança de Zema com uma candidatura presidencial mais competitiva já no primeiro turno poderia favorecer o desempenho da legenda nas eleições para o Congresso.
A disputa pelas vagas na Câmara é importante para o Novo, que atualmente reúne cinco deputados federais.
