À medida que o uso de inteligência artificial avança nas empresas, uma constatação começa a ganhar força: incorporar ferramentas à rotina não garante, por si só, produtividade, eficiência ou resultados.
Instruir equipes a utilizar novos recursos, disponibilizar agentes ou automatizar tarefas pode gerar ganhos pontuais, mas o impacto real depende da forma como a tecnologia é incorporada ao negócio e de sua aderência às particularidades de cada organização. Cada empresa tem processos, desafios, pessoas, dados e objetivos próprios - e, por isso, precisa encontrar sua própria forma de trabalhar com IA. Alterar a forma como se produz, portanto, exige repensar a própria forma de fazer negócios.
Até pouco tempo atrás, processos, responsabilidades e formas de decisão haviam sido construídos para um mundo em que informação, análise e execução dependiam de equipes, sistemas e etapas bem definidas. A IA altera essa lógica: ela pode analisar grandes volumes de informação, executar tarefas, interagir com diferentes sistemas e, cada vez mais, tomar decisões dentro de determinados limites.
E, quando uma tecnologia muda a forma como o trabalho pode ser realizado, adaptar algumas etapas do processo dificilmente captura todo o seu potencial, e a mudança precisa alcançar a própria maneira como a organização funciona.
É uma transformação que lembra o que aconteceu com a eletricidade nas fábricas, como aponta um artigo recente de Zag Engler, publicado no portal CIO.
