Hoje, a inteligência artificial está presente em quase tudo na vida das pessoas, e a impressão é de que isso ocorreu como uma onda, repentinamente. Mas não é bem assim. As primeiras aplicações práticas de IA em eletrônicos de consumo começaram a surgir de forma sutil no final dos anos 1980 e ao longo da década de 1990, expandindo-se a partir dos anos 2000, até chegarem ao espantoso nível de evolução atual.
Ainda no fim da década de 1980, os primeiros algoritmos de lógica difusa, ou fuzzy logic, foram incorporados em eletrodomésticos como máquinas de lavar e condicionadores de ar e proporcionaram benefícios como ajustes de temperatura e consumo com base em sensores, para que se adaptassem às variáveis do uso diário. Nos anos seguintes surgiram inovações como redes neurais, aprendizado profundo, chips dedicados, assistentes virtuais e várias outras, até chegar aos dias de hoje, caracterizados pela IA generativa e suas incríveis capacidades.
Foram, portanto, quase 40 anos de desenvolvimento tecnológico contínuo, ao longo dos quais um grupo seleto de empresas investiu com vigor na tarefa de levar aos consumidores os benefícios da IA. Coube a essas organizações visionárias permitir que as inovações criadas em laboratórios pelos gênios dos algoritmos chegassem ao cotidiano das pessoas de forma quase natural, no salto da teoria para a prática.
