O governo central registrou um déficit primário de R$ 13,6 bilhões em agosto de 2026. O resultado representa um recuo real de 16,1% em comparação ao mesmo período de 2025, quando as contas foram deficitárias em R$ 15,5 bilhões.
Com isso, o resultado do mês ficou acima da mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que apontou para um déficit de R$ 16 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta terça-feira (29).
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, o governo central apresentou déficit primário de R$ 94,9 bilhões. No mesmo período de 2025, o déficit alcançou R$ 85,9 bilhões, em valores correntes.
No mês passado, o resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 5 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou um déficit de R$ 18,6 bilhões.
O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 3,5% na receita líquida e de 1,9% nas despesas totais em comparação com agosto de 2025.
De acordo com o Tesouro Nacional, o crescimento real da receita líquida foi impactado pelas Receitas Administradas pela Receita Federal, que aumentaram 5,6% (+R$ 7,6 bilhões), pela Arrecadação Líquida para Previdência, com expansão de 6,3% (+R$ 3,9 bilhões), e pelas Receitas Não Administradas pelo Fisco, que avançaram 5,3% (+R$ 1,6 bilhão).
