Se há um nome na boca dos espanhóis nesta semana, é Maricarmen. O despejo da mulher de 87 anos de sua casa, posteriormente revertido, provocou uma enorme onda de solidariedade espontânea em várias cidades e chamou atenção para um dos problemas mais urgentes do país: o acesso à moradia.
Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas de Madri no sábado para protestar contra o despejo de Maricarmen. Alguns manifestantes passaram a noite acampados na Puerta del Sol, onde mais pessoas, incluindo famílias de várias gerações, se juntaram a eles no domingo, segundo a Associated Press. Os manifestantes exigem maior proteção aos inquilinos e a proibição de despejos quando não houver outra opção de moradia disponível nas proximidades.
María del Carmen Abascal, conhecida pelo apelido Maricarmen, é moradora do bairro de El Retiro, em Madri. Até a última quarta-feira (23), ela vivia em um apartamento na Rua Alcalde Sainz de Baranda. Ela morava na casa havia mais de 70 anos, segundo sua advogada, Beatriz Duro, à CNN.
O despejo, que chocou muitas pessoas, ocorreu na quarta-feira apesar dos esforços de dezenas de pessoas que haviam passado a noite em frente à casa tentando impedir a retirada.
Naquela tarde, quase 10 mil pessoas, segundo autoridades do governo espanhol em Madri, se reuniram na capital para protestar contra o despejo de Maricarmen e também expressar sua frustração com as dificuldades cada vez maiores para encontrar moradia.
