Flávio Bolsonaro segurando imagem de N. Senhora Aparecida. Lula segurando imagem de Nossa Senhora de Nazaré
Reprodução/ Redes Sociais e Ricardo Stuckert
Em vez de propostas para saúde, educação e economia, a campanha eleitoral chega na reta final discutindo religião, e o Supremo Tribunal Federal (STF) entrou na briga atropelando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Resultado: o presidente do STF, Edson Fachin, terá pela frente mais uma sessão com duas alas do tribunal se digladiando, não bastasse a sessão vergonhosa da semana passada discutindo quem deve ser investigado nas relações com Daniel Vorcaro.
Fachin pode levar caso Nossa Senhora Aparecida ao plenário do STF
A fake news sobre Flávio Bolsonaro articular um projeto tirando de Nossa Senhora da Aparecida o título de padroeira do Brasil virou tema central de uma campanha da última semana de campanha.
É fato que não há nenhuma declaração ou prova de que Bolsonaro esteja por trás de qualquer articulação com este objetivo, mas parlamentares bolsonaristas já defenderam a ideia.
Embates TSE e STF
De forma acertada, o ministro André Mendonça mandou retirar do ar postagens associando Flávio Bolsonaro à ideia. Errou ao ampliar a decisão de tal forma que acabou excluindo das redes sociais mensagens que não citavam o nome do candidato do PL à Presidência da República.
Em seguida, advogados de defesa do humorista Antonio Tabet, um dos atingidos pela decisão de Mendonça, tomou um atalho e foi direto ao gabinete de Flávio Dino.
Em vez de propostas, eleição presidencial chega na reta final discutindo religião e STF entra na briga
