A estreia da Shein Global como empresa de capital aberto segue turbulenta. No primeiro balanço desde a abertura de capital, os resultados vieram abaixo do esperado e derrubaram as ações listadas em Hong Kong em cerca de 14% no início do pregão de terça-feira (29), para uma mínima recorde.
Os números do segundo trimestre mostraram queda no lucro e crescimento fraco de receita, em um contexto de pressões persistentes de tarifas e custos logísticos em alta.
A varejista de moda rápida, fundada na China, disse que o ambiente externo deve continuar incerto no segundo semestre de 2026, mas indicou possibilidade de melhora no quarto trimestre, que é sazonalmente mais forte.
“O quarto trimestre continua sendo nossa janela promocional mais significativa e deve impulsionar de forma relevante os pedidos”, afirmou no comunicado.
No segundo trimestre, a receita subiu apenas 0,9% em relação a um ano antes, para US$ 11,08 bilhões. Já o lucro líquido ajustado caiu cerca de dois terços, para US$ 228 milhões.
Com cobertura ainda limitada, não há um consenso robusto de mercado, mas analistas do Jefferies estimaram que o resultado ficou mais de 10% abaixo da faixa inferior sugerida pelo prospecto.
A receita nos Estados Unidos caiu 6% no trimestre, enquanto a receita na Europa recuou 14%. A fraqueza nos EUA surpreendeu o Jefferies, que afirmou que investidores e a própria administração esperavam recuperação no mercado americano.
