São aquelas que foram consideradas extintas pela ciência, mas que foram, posteriormente, reencontradas. Isso vale tanto para seres vivos - estudados pela biologia - quanto para fósseis - estudados pela paleontologia. O nome, cunhado em 1983, faz referência ao personagem bíblico que ressuscita após quatro dias.
Funciona mais ou menos assim: imagine que você, um paleontólogo sortudo, encontra fósseis de um bicho hipotético diferentão, datado em cerca de 100 milhões de anos. Passa um tempo, nenhum cientista no mundo encontra fósseis desse mesmo bicho depois desse período, então vocês concluem que ele foi extinto naquela época, há 100 milhões de anos. Esse tipo de descoberta acontece com bastante frequência.
Mas, aí, algo surpreendente acontece: alguém encontra um fóssil desse mesmo bicho, datado em cerca de 75 milhões de anos. Talvez o novo fóssil estivesse em outro local, ou pode ser que, no intervalo entre a vida do primeiro e do segundo fóssil, a população do animal tenha sofrido uma queda brusca. O fato é que você descobriu que o animal estava vivo em um período que achava-se que ele já estivesse extinto. Seja qual for o motivo, esse é o efeito de Lázaro.
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A mesma coisa pode acontecer com seres que ainda habitam o planeta - às vezes, eles saem do nosso alcance por tanto tempo que achamos que eles estão extintos.
