Muitos não se lembram do fato, mas todos já ouviram a frase: “Houston, nós temos um problema!”. Ela foi dita em 13 de abril de 1970, durante a missão espacial Apollo XIII, após a explosão de um tanque de oxigênio da espaçonave.
Eu não creio em superstição, mas o fato comprovado é que, antes da Apollo XIII, a NASA não demonstrava triscaidecafobia (medo do número 13). Mas eis que chegou o tempo da Apollo XIII.
O lançamento ocorreu normalmente, seguindo a sequência das missões Apollo.
Contudo, após o quase desastre provocado pela explosão do tanque de oxigênio, em abril de 1970, a imprensa e a opinião pública criaram uma fixação quase mística com algumas coincidências numéricas do voo:
● Lançada às 13h13 (horário militar/CST nos relatórios dos EUA);
● A explosão ocorreu em 13 de abril;
● A ignição para a injeção translunar ocorreu no 13º minuto de uma determinada fase.
Apesar de a missão ter sido considerada pelo diretor de voo Gene Kranz como um “fracasso bem-sucedido”, por causa do resgate da tripulação, o trauma técnico e o frenesi midiático consolidaram o número 13 como um símbolo de alerta e mau agouro na cultura dos voos espaciais tripulados norte-americanos.
Na próxima quinta-feira (1º), Deus permitindo, a SpaceX lançará a missão Crew-13 rumo à Estação Espacial Internacional. E eu, como único jornalista brasileiro cobrindo o evento, trouxe a história por trás de um dos elementos mais marcantes da insígnia da missão Crew-13.
