Um tabuleiro de xadrez que chegou à sua casa durante a pandemia ajudou a despertar uma paixão que, poucos anos depois, levou Bodhana Sivanandan,11, a entrar para a história da modalidade. A enxadrista inglesa completou os requisitos para o título de Grande Mestre Feminina durante a Olimpíada de Xadrez de 2026, em Samarcanda, no Uzbequistão.
A conquista foi confirmada pela Federação Internacional de Xadrez (FIDE), entidade responsável por regulamentar e organizar competições internacionais da modalidade. Bodhana alcançou a terceira e última norma, nome dado a um desempenho de alto nível exigido em determinados torneios para a obtenção de um título internacional. Com isso, tornou-se a jogadora mais jovem a cumprir os requisitos para o título feminino.
O que é o título de Grande Mestre Feminina?
No xadrez, os títulos internacionais são concedidos pela FIDE a jogadores que atingem determinados critérios de desempenho e classificação. Entre eles está o de Grande Mestre Feminina (WGM, na sigla em inglês para Woman Grandmaster), uma das principais graduações destinadas às enxadristas.
Para chegar ao título, Bodhana precisava completar três normas de WGM. Ela já havia conquistado as anteriores em torneios disputados antes da Olimpíada e chegou à competição em Samarcanda precisando apenas da última.
A jovem também já havia ultrapassado a pontuação de 2.300 no rating, sistema utilizado no xadrez para medir o desempenho relativo dos jogadores.
