Claude, da Anthropic, está entre os assistentes de IA mais populares do mundo, rivalizando com ChatGPT e Gemini
Ryan Donegan/Flickr
A empresa americana de inteligência artificial (IA) Anthropic, criadora do modelo Claude, alertou investidores, antes de sua entrada na Bolsa, que a tecnologia pode representar "riscos existenciais para a humanidade", segundo o jornal Financial Times.
O debate sobre os possíveis riscos relacionados à IA, cujos modelos podem apresentar comportamentos imprevisíveis, ganhou força recentemente.
Na semana passada, vários líderes do setor de IA pediram à ONU o aumento da vigilância sobre a tecnologia. O cofundador e CEO da Anthropic, Dario Amodei, chegou a se comprometer a desacelerar unilateralmente o desenvolvimento da IA.
Segundo o documento informativo divulgado pela Anthropic para sua abertura de capital, a empresa registrou, no ano passado, uma perda operacional de mais de US$ 8 bilhões, em meio ao forte aumento dos gastos com capacidade de processamento.
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O faturamento foi de quase US$ 4,6 bilhões, e a companhia prevê gastar US$ 518 bilhões nos próximos anos para sustentar seu crescimento.
A AFP entrou em contato com a Anthropic, mas a empresa não quis comentar a informação publicada pelo Financial Times.
Avaliada em US$ 965 bilhões em maio, a empresa, fundada em San Francisco, prepara uma entrada na Bolsa que pode bater recorde de arrecadação.
Dona do Claude admite que IA representa 'riscos para a humanidade'
