Após o governo Lula proibir a operação e a publicidade das bets no Brasil, clubes de futebol se mobilizaram contra a medida e passaram a discutir uma reação conjunta. A insatisfação aumentou diante do impacto esperado sobre os contratos de patrocínio e da falta de consulta prévia aos clubes.
Na semana anterior, Flamengo, Fluminense, Botafogo, Vasco, Santos, Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e Atlético-MG haviam endossado um manifesto contrário ao fim abrupto do mercado regulado de apostas.
Em São Paulo, Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, entre outros clubes, participaram de uma reunião na Federação Paulista de Futebol na segunda-feira (28) para discutir os efeitos da medida e definiram que continuariam atuando de forma conjunta sobre o assunto.
Já para a reunião que o governo havia marcado para está terça-feira (29), em Brasília, Flamengo e Palmeiras foram apontados pela Folha como os clubes que lideraram a articulação para esvaziar o encontro. Reportagens também indicaram que outros clubes do Rio e de São Paulo avaliavam não enviar representantes, entre eles Corinthians e Vasco, enquanto o Cruzeiro também sinalizava que poderia não comparecer.
Diante da movimentação, o governo anunciou o adiamento da reunião, alegando oficialmente questões relacionadas à proximidade da data e à disponibilidade de voos para os participantes. Uma nova data ainda não havia sido definida.
