A Meta estreou nos Estados Unidos o Muse, um agente de inteligência artificial criado para realizar tarefas em nome do usuário. A ferramenta pode enviar e-mails, pesquisar produtos e reservar viagens, além de manter contexto ao longo do tempo.
A novidade ainda não chegou oficialmente ao Brasil. Mesmo assim, empresários brasileiros já discutem como agentes desse tipo podem mudar compras, atendimento e a relação entre empresas e consumidores.
Um assistente que age de forma contínua
Diferentemente de chatbots que respondem a comandos, o Muse foi desenvolvido para executar tarefas e manter contexto ao longo do tempo. Para Alexandre Bernat, cofundador da Vetto, essa evolução aponta para os chamados agentes persistentes.
“Até aqui, a maior parte dos agentes funcionava dentro de uma sessão”, afirma em nota. Segundo Bernat, a tendência é que esses sistemas permaneçam conectados a serviços como e-mail, agenda e comércio eletrônico, interpretando novas informações e tomando determinadas ações sem que o usuário precise iniciar uma conversa a cada vez.
Eduardo Petrelli, CEO da Agent.Shop, vê espaço para esse modelo no mercado brasileiro. “O brasileiro já compra por conversa há anos”, diz.
Nesse formato, parte da jornada que hoje depende de uma conversa entre consumidor e vendedor pode ser assumida pelo agente.
Muse pode ser um desafio para as empresas
A mudança também afeta as companhias.
