O governo da Espanha aprovou novas medidas para conter a crise habitacional, incluindo uma proibição de despejos até 2030, regras mais rígidas para aluguéis de curta duração e uma extensão de dois anos para contratos de locação existentes, informou a ministra da Saúde, Monica Garcia, nesta terça-feira (29).
“É hora de intervir no mercado imobiliário especulativo e começar a reequilibrar a balança entre os cidadãos e os fundos abutres”, escreveu Garcia, que pertence ao Sumar, partido que integra a coalizão de esquerda que compõe o governo, em uma publicação no X.
A crise imobiliária se tornou prioridade para a gestão do presidente Pedro Sánchez, do partido socialista (PSOE) após protestos tomarem a capital Madri na última semana.
Centenas de pessoas passaram dias acampadas em uma das principais praças de Madri para protestar contra a retirada de Maricarmen Abascal, de 87 anos, de sua casa em uma maca na última quarta-feira (23). Os manifestantes exigem reformas legais, incluindo o congelamento dos aluguéis e a renovação automática dos contratos sem aumentos abusivos.
O governo minoritário tem 30 dias a partir da publicação do decreto para chegar a um consenso com seus aliados no Congresso. O Junts, partido catalão pró-independência que precisaria votar a favor para que o decreto fosse aprovado, afirmou nesta terça-feira (29) que ainda há grandes divergências sobre algumas medidas, como a proteção a pequenos proprietários.
