Soldado do exército sul-coreano em região desmilitarizada da fronteira entre as Coreias, em 2018
Ahn Young-joon/Pool via REUTERS
A Coreia do Sul denunciou nesta terça-feira (29) uma "violação do armistício" após a explosão de uma mina na semana passada na Zona Desmilitarizada (DMZ) com o Norte, cuja autoria atribui a Pyongyang.
A explosão, que aconteceu em 21 de setembro, feriu três soldados sul-coreanos,um deles perdeu um pé, dentro da DMZ, uma faixa de segurança de quatro quilômetros de largura que divide, desde 1953, a península ao longo de quase 250 km.
É um dos lugares com o maior número de minas do planeta, com uma estimativa de pelo menos 800.000 artefatos do tipo.
"É uma violação manifesta do acordo de armistício e, como a Coreia do Norte é responsável por isso, tomaremos as medidas correspondentes", declarou o ministro da Defesa sul-coreano, Kang Shin-chul, durante uma audiência parlamentar.
O Exército sul-coreano e o Comando das Nações Unidas encontraram nesta terça-feira uma mina norte-coreana perto do local da explosão, informou o Estado-Maior Conjunto de Seul.
A equipe responsável pela investigação encontrou "uma mina antipessoal norte-coreana de plástico perto do local da explosão", mas considera que ela é "diferente" da descrita pelos soldados que participaram da operação no momento da explosão, segundo um comunicado.
Muitas minas instaladas na DMZ datam da Guerra da Coreia (1950-1953).
Coreia do Sul denuncia 'violação do armistício' em zona desmilitarizada com a Coreia do Norte
