O Brasil encontra-se diante de uma oportunidade histórica com o avanço da demanda global por novos data centers, impulsionada sobretudo pelas soluções de inteligência artificial. A atração desses investimentos trará inovação, geração de empregos e desenvolvimento tecnológico para quem souber aproveitar essa janela. Nesse sentido, o Redata (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento de Infraestrutura de Data Centers) é uma oportunidade fundamental para garantir que não fiquemos para trás nessa corrida.
No entanto, o debate atual sobre a regulamentação desses incentivos fiscais tem girado em torno das fontes de energia que irão abastecer as estruturas de processamento de dados, em especial na questão de incluir apenas fontes intermitentes para atender à grande demanda energética dos data centers. A consequência direta de preterir fontes seguras e de baixa emissão pode ter um impacto preocupante: o aumento da conta de luz do consumidor comum.
Data centers são instalações que funcionam sem parar. Por isso exigem energia contínua, estável e segura, 24 horas por dia, sete dias por semana. Embora o Brasil tenha uma matriz elétrica invejável e predominantemente renovável, sabemos que as fontes eólica e solar são intermitentes.
