A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou hoje o estudo Panorama da Educação. O estudo de 2026 está focado na escassez de professores e na necessidade de mais profissionais na área em todo o mundo.
No Brasil, o estudo mostrou que 9% de todos os professores do ensino fundamental e médio em instituições públicas não eram plenamente qualificados em 2024/25, percentual próximo à média da OCDE de 9,1%.
O estudo ainda se preocupou com a quantidade de professores qualificados que estão abandonando a profissão: por aqui, 10,3% dos professores plenamente qualificados do ensino fundamental e médio deixaram a profissão (por aposentadoria ou pedido de demissão) em 2022, em comparação com a média da OCDE de 6,4% em 2024/25. Mesmo assim, o número de professores no ensino fundamental aumentou 4%, um valor pequeno quando comparado à média da OCDE de 13%.
O dado se refere apenas às escolas públicas, o que não significa que todos esses docentes abandonaram a profissão. “Alguns podem ter migrado, por exemplo, para escolas privadas”, considera Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco. No entanto, para ele, isso mostra um desafio para as escolas públicas brasileiras.
Outro ponto importante do estudo é a satisfação dos professores com seus salários.
