A Estônia acusou nesta terça-feira (29) a Rússia de estar por trás de um ataque incendiário contra uma empresa de defesa ocorrido em seu território em agosto.
O primeiro-ministro estoniano, Kristen Michal, disse que o Serviço de Segurança Interna da Estônia (KAPO) concluiu após investigação que um incêndio na empresa de defesa estoniana Milrem Robotics, fornecedora de veículos terrestres não tripulados para a Ucrânia, foi provocado por um ataque incendiário encomendado pelos serviços de segurança russos.
A Estônia não divulgou quais evidências utilizou para embasar a acusação, citando o caráter confidencial das informações dos serviços de segurança, mas afirmou que o incidente era consistente com outros atos de sabotagem realizados em nome da Rússia na Europa.
O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, disse que o caso era "extremamente grave" e que a Suécia apoiava integralmente o país báltico.
Minutos depois, o Kremlin negou envolvimento com o incidente e chamou a acusação estoniana de "infundada".
"Tais declarações são infundadas, mal pensadas, não têm absolutamente nenhuma relação com a realidade e carecem de qualquer tipo de raciocínio. Consequentemente, não podemos e não iremos levar tais declarações a sério", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a repórteres em resposta a uma pergunta da AFP.
