O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, deu versões diferentes sobre sua relação com o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, desde que foi divulgado em maio um áudio de setembro de 2025 em que cobra pagamentos do ex-banqueiro para o filme “Dark Horse”, a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O episódio mais recente se refere a uma viagem feita por Flávio e sua família em janeiro de 2025. Em junho, ao comentar sobre sua relação com Vorcaro, o senador afirmou que nunca havia entrado em um avião do ex-banqueiro.
Na última 5ª feira (24.set), no entanto, reportagem da revista Piauí mostrou que o candidato do PL viajou dos Estados Unidos para Brasília (DF) em uma aeronave ligada a empresas das quais Vorcaro participava.
Flávio confirmou a viagem, mas disse que considerava que o avião pertencia ao advogado e empresário Willer Tomaz, seu amigo e que tinha 1/3 das cotas da aeronave. Outro terço pertencia à Prime You, empresa da qual Vorcaro era sócio.
CONTATO COM VORCARO
Flávio inicialmente negou ter tido contato com Vorcaro.
Em 16 de março, quando seu número de telefone apareceu na lista de contatos do então banqueiro, disse que nunca tinha se relacionado com ele.
“Nunca tive contato. O número do meu telefone não é propriamente um segredo”, declarou.
A versão mudou em 13 de maio, depois da divulgação de mensagens em que cobrava de Vorcaro pagamentos para o filme “Dark Horse”.
