Os rápidos avanços da inteligência artificial chinesa no último ano parecem ter alertado Washington para a possibilidade real de a segunda maior economia do mundo ultrapassar os Estados Unidos em uma corrida tecnológica cada vez mais acirrada.
“Estamos à frente da China em IA… e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na área de IA, vence”, disse o presidente dos EUA, Donald Trump, no início deste mês.
Os comentários de Trump ressaltam a importância da competição tecnológica entre EUA e China, que está sendo cada vez mais encarada em termos existenciais.
Os EUA têm uma vantagem óbvia, com laboratórios pioneiros em IA, os chips mais avançados e investidores com vastos recursos. Aproveitando-se dessa dominância, Washington também está forçando países ao redor do mundo a escolher um lado.
Mas a China tem uma visão que, para muitos, pode ser mais convincente. Mesmo estando atrás dos EUA em modelos de IA de ponta, está reduzindo rapidamente a diferença tecnológica, ao mesmo tempo que defende um ecossistema mais aberto, centrado na acessibilidade e em custos mais baixos.
Em julho, o líder chinês Xi Jinping lançou a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial - um grupo rival da aliança Pax Silica, formada por Trump no ano passado para reduzir a dependência da China nas cadeias de suprimentos de IA.
