Christopher Garman, diretor-executivo da Eurasia Group, afirmou que ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão tomando decisões com olho nas repercussões eleitorais. A declaração foi feita ao WW, ao analisar o crescente conflito interno entre alas do tribunal.
Segundo Garman, o STF vive atualmente uma “briga aberta” entre seus integrantes. “A gente passou para um ciclo onde, para tentar manchar a reputação de outros ministros, se vazava informações comprometedoras da relação desses ministros com familiares, escritório de advocacia”, afirmou.
Para ele, um pacto informal de sobrevivência e proteção da instituição que existia dentro do tribunal simplesmente “foi embora”.
Garman destacou que, do ponto de vista político, a campanha do PT estaria saindo na frente no cenário atual, independentemente de o STF vir a reverter a decisão de Flávio Dino.
“O que é importante para a campanha do PT é que se debate algo que não é tema de corrupção no Supremo Tribunal Federal”, explicou. Para ele, cada campanha tenta deslocar o eixo do foco da mídia e do eleitor para temas que lhe sejam mais favoráveis.
A escalada dos conflitos desde fevereiro de 2026
O diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, contextualizou a escalada dos conflitos a partir do dia 27 de fevereiro de 2026, quando CPIs funcionavam no Congresso, entre elas a CPI do Crime Organizado. Naquele momento, estavam no auge as denúncias contra Dias Toffoli e sua relação com Daniel Vorcaro.
