O Brasil e a China assinaram um novo protocolo sanitário que amplia as exportações de carne suína para o mercado asiático. Segundo o Ministério da Agricultura, a assinatura representa um acesso ao mercado de mais de 2 bilhões de dólares por ano, gerando mais emprego e renda no campo e na indústria.
Detalhes do protocolo
O avanço nas negociações ocorreu após auditorias técnicas chinesas em frigoríficos brasileiros e foi impulsionado pelo reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Essa medida autoriza a venda de miúdos suínos, como:
Fígado
Rins
Coração
Estômago
Até então, o Brasil só tinha permissão para exportar partes externas, como pé, orelha e língua. As novas categorias de miúdos não estão sujeitas a cotas de importação.
Impacto econômico
De acordo com o ministro da Agricultura, André de Paula, a abertura desse novo mercado pode fazer com que a suinocultura brasileira tenha acesso a um mercado de mais de 2 bilhões de dólares por ano. O ministro destacou que essa conquista foi construída com diálogo e confiança.
Expectativas para o futuro
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (BPA), mais de 1.600.000 toneladas anuais de carne suína devem ser comercializadas no mercado chinês. O gerente de mercados, Estevan Carvalho, afirmou que a expectativa é de que cerca de 100 milhões de dólares adicionais sejam exportados anualmente para a China.
